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	<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 03:37:19 +0000</pubDate>
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		<title>Um samba, um blues, minha tristeza (final)</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 03:37:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Haveria repouso? Pra onde as notas vão quando lhes recuso o eco? Quando meus poros, entupidos de matéria surda, não as recolhe, as abafa, poeiras de sustenidos e bemóis entre pêlos e gorduras que secam. Pra onde iria tua voz, se não a engolisse, se não a recolhesse em cada tom irônico, vibratos incertos, escapadelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Haveria repouso? Pra onde as notas vão quando lhes recuso o eco? Quando meus poros, entupidos de matéria surda, não as recolhe, as abafa, poeiras de sustenidos e bemóis entre pêlos e gorduras que secam. Pra onde iria tua voz, se não a engolisse, se não a recolhesse em cada tom irônico, vibratos incertos, escapadelas agudas e sing-alongs em minhas papilas&#8230; senão poros para teu sossego?</p>
<p>“Tuas pernas, abre-as. Teus lábios, afasta-os. Teu cheiro, teu gosto, salivo-os essa última vez, Orrin”. Com essa bela overture, o pianista Bill Evans, sempre muito galante, começou a chupar sua garota, Orrin Keepnews, produtora musical de seus primeiros discos pela gravadora Riverside, de Nova Iorque. Orrin ofegava, e entre suspiros estranhou aquele “última vez”, embora não fosse o suficiente para iniciar uma discussão naquele momento.</p>
<p>Sim, seria a última vez que os amantes se encontrariam. Evans estava a caminho da Columbia Records, Meca jazzística de então, mas esse não era o problema. Evans iria usar piano elétrico, entrar na moda, muito a contra-gosto de Keepnews, mas esse também não era o problema. Evans iria chupar muitas garotas depois que entrasse na moda, mas também não seria esse o motivo da separação. O problema não estava na música, no amor, ou no sexo&#8230; a parada era a palavra, a obsessão maior de Evans.</p>
<p>O problema todo estava no fato aparentemente irrelevante de que Orrin Keepnews, o nome, possuía somente uma letra “o”. Tivesse a produtora trocado um daqueles três “e”s por mais um “o”zinho, talvez seu sangue ainda circulasse suas veias, e não a base espessa daquele vinil de 71, de BPM a RPM, de musa à própria obra.</p>
<p>É que mesmo nos momentos mais demandantes, Bill se avoava longe pra anagramas. E foi deitando a melodia de sua próxima composição, usando nuanças de mucosa e atrito naquele calor insuportável do verão de 71 em New York, que o músico decidira homenagear a produtora no título da obra. Um anagrama de despedida.</p>
<p>Depois de muitas tentativas e combinações, Orrin Keepnews gozou pela última vez, absorvida por reticências, morta para carne. Seus músculos, mucos, miúdos, sua matéria toda, releva-as, repensa-as. Orrin tornada assobio. Dali pra frente, “Re: Person I Knew”. “Knew”, assim mesmo, no passado, foi tudo o que Evans pôde arranjar.</p>
<p>Exercício e exorcismo de obsessão.</p>
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		<title>Novidades&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 00:01:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Hoje, a Claws Kinky terminou de gravar as guitarras de uma das músicas do EP &#8220;Tosco Candy&#8221;, que o Controle Gabiru lançará em breve para download no site.
Além disso já está no ar a nova versão do site, melhorada, mais objetiva, digamos assim&#8230;
É isso.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, a Claws Kinky terminou de gravar as guitarras de uma das músicas do EP &#8220;Tosco Candy&#8221;, que o Controle Gabiru lançará em breve para download no site.</p>
<p>Além disso já está no ar a nova versão do site, melhorada, mais objetiva, digamos assim&#8230;</p>
<p>É isso.</p>
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		<title>Mais barato para todos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 13:56:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Graças ao Andrei, das bandas Macama e Samambá, tomei conhecimento do SMD, um disco semelhante ao CD, com capacidade menor de armazenamento (uma hora de áudio) e, por isso mesmo, bem mais barato.
O disco, com a embalagem em papelão, estilo vinil, sai por R$1,16 (pra quem prensa mil, que é o mínimo, quanto mais se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Graças ao Andrei, das bandas Macama e Samambá, tomei conhecimento do SMD, um disco semelhante ao CD, com capacidade menor de armazenamento (uma hora de áudio) e, por isso mesmo, bem mais barato.</p>
<p>O disco, com a embalagem em papelão, estilo vinil, sai por R$1,16 (pra quem prensa mil, que é o mínimo, quanto mais se pede, mais barato fica) e você  só pode vendê-lo a R$ 5. Não existe, por enquanto, forma melhor para se combater a pirataria, sem onerar o consumidor.</p>
<p>O disco roda em todos os leitores de CD e foi criado e patenteado no Brasil. Toda a negociação deve ser feita por meio do <a href="http://portalsmd.com.br">portal do SMD</a>.</p>
<p>É pra lá que nós do Controle Gabiru estamos indo.</p>
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		<title>Um blues, um samba, minha tristeza (parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 15:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(continuando&#8230;)
Sigo rumo ao mais completo e absurdo abandono&#8230; como se escreve um caminho sem volta, uma visão em desfoque terminal? Aquela última gota, debruçada sobre a borda do copo depois da tua boca, a gota que não pinga, que apenas escorre preguiçosa, desviando poeiras e digitais que lhe acometem&#8230; com que notas se a trilha? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(continuando&#8230;)</em></p>
<p>Sigo rumo ao mais completo e absurdo abandono&#8230; como se escreve um caminho sem volta, uma visão em desfoque terminal? Aquela última gota, debruçada sobre a borda do copo depois da tua boca, a gota que não pinga, que apenas escorre preguiçosa, desviando poeiras e digitais que lhe acometem&#8230; com que notas se a trilha? Que acorde lhe salvará? Que falsete em desespero anunciará seu fim?</p>
<p>Não, amigo, samba é pra moribundo, para os eternos irrecuperáveis; embora, nessa mesma eternidade, tampouco sejam derrotáveis. Eis que em 1978, rumo ao mais completo e absurdo abandono, a salvação veio a tamborim.</p>
<p>Eram tempos difíceis, embora estivesse prestes a completar apenas meu primeiro ano de vida. Naquela época, mais precisamente no dia 27 de julho, Paulinho da Viola sentiu-se esquisito, &#8220;difusamente vulnerável&#8221; - tentaria explicar mais tarde em sua autobiografia intitulada &#8220;Um Punhado de Desejos&#8221; (Bertrand Brasil, 2001) - ao perceber, na mão esquerda de Júlio Gogó, famoso luthier de Madureira, uma tatuagem bastante incomum. Seis notas numa partitura de sol. Queria ver mais de perto.</p>
<p>&#8220;Como é que é isso, Gogó?&#8221;, perguntou Paulinho puxando-lhe a mão, e no toque daquele pulso firme de conexões musculares e rítmicas, pele negra, seca, gasta em farpas de jacarandá e ceroto, percebeu, na sobriedade do meio-dia, as voláteis distorções a que o desejo submete nossas ereções. Alheio ao enrijecimento, Júlio respondeu: &#8220;aquela música porra, puá-rua-rá, puá-rua-rára&#8230; sabe qual é?&#8221;.</p>
<p>&#8220;Toma aqui, teu cavaquinho tá pronto. Já afinei&#8221;. Paulinho foi embora pra casa naquele dia com a melodia grudada na cabeça, de origem desconhecida, embora mais preocupado com aquela ereção. Pois ele queria aquela pele; fazer suas, as cicatrizes; seu, o cheiro abafado de suor em madeira; suas, aquela seis notas em partitura de sol. Desejos não pedem licença, inspiram irremediavelmente.</p>
<p>E foi assim que Paulinho da Viola compôs, sem querer, sua versão de &#8220;West End Blues&#8221; (não creditada por ser sem querer), 50 anos depois de Louis Armstrong, exercício e exorcismo de desejo sob o título de &#8220;Sofrer&#8221;, lançada no disco auto-intitulado de 1978, em que homenageia o ofício de luthier.</p>
<p>1978.</p>
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		<title>Um blues, um samba, minha tristeza (parte 1)</title>
		<link>http://controlegabiru.com.br/blog/?p=10</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 04:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[um blues um samba minha tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pouco de história da música, diretamente de nossos arquivos literários&#8230;
Essa madrugada que teima minha testa tem nesgas difusas de luz, sempre alhures, meus sinais de fumaça de que qualquer origem ou destino estará sempre noutras esquinas. Essa madrugada que teima minha testa é o obtuso e intransponível meio do caminho de quem não sabe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um pouco de história da música, diretamente de nossos arquivos literários&#8230;</em></p>
<p>Essa madrugada que teima minha testa tem nesgas difusas de luz, sempre alhures, meus sinais de fumaça de que qualquer origem ou destino estará sempre noutras esquinas. Essa madrugada que teima minha testa é o obtuso e intransponível meio do caminho de quem não sabe pra onde vai&#8230;</p>
<p>Três vodkas não são tão simples quanto antigamente. Antes, também as manhãs descomplicavam, amanheciam como haviam prometido, e ainda assim, o tempo parecia não passar; hoje o tempo corre de peito cheio&#8230; patas, pulsos, vestígios deitados em areia e enxaqueca&#8230; mas não amanheço.</p>
<p>Essa madrugada que teima minha testa, entretanto, não é de hoje. São três parábolas curvando espaço-tempo no que acredito ser a espiral fundamental de minha mais completa tristeza. Um blues, um samba, uma buceta.</p>
<p>Bem, nossa história começa em 1928, quando um camarada chamado Louis Armstrong, a caminho do estúdio em que se encontraria com o parceiro Earl Hines, se esqueceu de colocar no bolso oculto situado no lado canhoto de seu paletó, o já tão amassado bilhetinho que uma fogosa amante de alguns anos atrás havia lhe dado antes de soltar uma gargalhada que a levou a uma crise fatal de asma. O pequeno recorte trazia apenas, em manuscrito um tanto débil, &#8220;uá-dua-dá, uá-dua-dáda&#8221;.</p>
<p>O fato é que a aparente dislexia tornara-se o amuleto de Armstrong, tanto para gravações quanto para shows. Ao chegar no estúdio, foi logo falando que a sessão teria que ser adiada por conta do ocorrido, pois ele não tocaria sem o amuleto. Foi quando Hines, meio puto com toda essa história, perguntou pra ele o que havia escrito no tal bilhete. Ao escutar o que pareciam ser scats, Hines foi direto ao piano e dedilhou algumas notas. &#8220;Que é isso?&#8221;, perguntou Armstrong. &#8220;Não lembra? É West End Blues, do Williams! É o que está escrito no bilhete, Louee&#8221;.</p>
<p>&#8220;Filho da puta!&#8221;</p>
<p>E fez-se, infelizmente, todo o sentido na cabeça de Armstrong: a risada de sarcasmo da amante no pé da morte, a melodia escrita em códigos fonéticos daquele maldito bilhete&#8230; ele carregava uma confissão, um chifre amassado no bolso&#8230; sim, ela o estava traindo. De tempo fechado, a madrugada abriu seu botão e aquele pólen de tristes urticárias, mais quem sabe quantos bourbons ardendo no céu da boca, resultou não no registro do ódio, mas numa das mais belas gravações da tristeza, exercício e exorcismo dela. Um homem traído, sua voz, seu trompete. Naquela noite, a dupla gravou a versão definitiva de &#8220;West End Blues&#8221;.</p>
<p>1928.</p>
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		<title>No celular</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 12:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Agora o blog do Controle Gabiru Discos também pode ser lido nos novos celulares iphone, numa versão especialmente criada para o dispositivo.
É só acessar www.controlegabiru.com.br/blog/ iphone.html pelo Safari. Para adicionar o ícone do Controle Gabiru à tela principal, pressione &#8220;+&#8221; na barra do navegador e em seguida &#8220;adicionar ao ecrã principal&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora o blog do Controle Gabiru Discos também pode ser lido nos novos celulares iphone, numa versão especialmente criada para o dispositivo.</p>
<p>É só acessar www.controlegabiru.com.br/blog/ iphone.html pelo Safari. Para adicionar o ícone do Controle Gabiru à tela principal, pressione &#8220;+&#8221; na barra do navegador e em seguida &#8220;adicionar ao ecrã principal&#8221;.</p>
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		<title>Novidades</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 04:58:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Daqui a alguns dias novos projetos entrarão para os quadros do selo: as bandas Claws Kinky e Oh Amber estão gravando uma música cada para o split (The Ass Album) This Is Not.
Assim que finalizarmos as canções - o que deve acontecer até o meio de novembro - o split será colocado gratuitamente na nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daqui a alguns dias novos projetos entrarão para os quadros do selo: as bandas <em>Claws Kinky</em> e <em>Oh Amber</em> estão gravando uma música cada para o split <em>(The Ass Album) This Is Not</em>.</p>
<p>Assim que finalizarmos as canções - o que deve acontecer até o meio de novembro - o split será colocado gratuitamente na nossa seção de downloads.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os pingos, onde estão os is&#8230;?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 20:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Esclarecimentos]]></category>

		<category><![CDATA[início]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem, ainda estamos começando os trabalhos por aqui. Parece meio contramão, dar início a um selo justamente no momento em que as bandas quase não precisam mais deles, depois dessa profusão de myspaces e de lastfmes e de computadores que nos pegam pelas mãos e nos guiam por esse belo e vasto mundo dos sons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, ainda estamos começando os trabalhos por aqui. Parece meio contramão, dar início a um selo justamente no momento em que as bandas quase não precisam mais deles, depois dessa profusão de myspaces e de lastfmes e de computadores que nos pegam pelas mãos e nos guiam por esse belo e vasto mundo dos sons e imagens que se escrevem com 0 e 1 &#8230;</p>
<p>Parece, apenas. Na verdade, acredito que os pequenos selos (ligados ou não a coletivos de bandas), mesmo que existam apenas na grande rede, sejam a melhor maneira de se organizar esse novo e difuso mercado independente da música. Trata-se de uma maneira, em princípio, mais eficaz de se inserir no mundo da mídia e dos eventos. Atrai mais atenção.</p>
<p>O Controle Gabiru Discos não tem fins &#8220;muito&#8221; lucrativos, mas não goza de benefícios por isso. Queremos apenas colocar música boa na roda, e na medida do possível, seguir alargando o diâmetro dessa parada.</p>
<p>Nosso compromisso, entretanto, não vai além de nosso gosto.</p>
<p>É isso.</p>
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